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Sete Povos das Missões: uma história de indígenas, jesuítas e bandeirantes

Sete Povos das Missões é o nome que se deu ao conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados pelos Jesuítas espanhóis na Região do "Rio Grande de São Pedro", atual Rio Grande do Sul, composto pelas reduções de São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio.



Historicamente, a região onde foi fundada os aldeamentos jesuítas passou por dezenas de conflitos. Outrora, existiam cerca de 18 aldeamentos jesuítas, mas foram totalmente destruídos por bandeirantes e exploradores portugueses.


Os jesuítas chegaram à região com o objetivo de catequizar e "civilizar" sob a autoridade espanhola. A permanência, contudo, era conflituosa. Durante século XVII, eram comuns as batalhas travadas entre bandeirantes e indígenas.

Os conflito eram marcados pela destruição das missões e pelos primeiros êxodos dos guarani. Nos períodos de paz, os indígenas retornavam ao local de origem com o apoio dos jesuítas.


As missões sofreram sucessivos ataques, principalmente pelos mercadores de escravos. Como estratégia para livrar os índios, em 1818, os jesuítas propuseram que os indígenas se tornassem vassalos do rei. Os índios também recebiam treinamento militar. A estratégia foi aplicada porque a área não estava demarcada de maneira clara e foi alvo de disputa entre as coroas portuguesa e espanhola.


Sete Povos das Missões
Ruínas nos Sete Povos das Missões. Foto: Shutterstock/Thiago Santos

Havia dois tipos de missões. As missões orientais estavam nos territórios a leste do rio Uruguai, na região que hoje é fronteira com o Brasil. As missões ocidentais estavam na região que hoje é ocupada pela Argentina, nas margens do rios Paraná e Paraguai.

No auge, a região de Sete Povos das Missões comportou 30 mil pessoas. Todos eram indígenas, mas os padres espanhóis os administradores.


Tratado de Madri

No século XVIII, a região estava sob disputa entre Espanha e Portugal. O Tratado de Madri de 1750 havia posto a área à disposição de Portugal em troca da Colônia do Sacramento, e a saída dos Jesuítas espanhóis ali ficou decretada. Mas este Tratado gerou conflitos: nem padres nem índios queriam abandonar suas reduções, nem os portugueses queriam abandonar o Sacramento. Houve uma série de confrontos armados que culminaram na Guerra Guaranítica, que deixou um rastro de destruição e sangue que abalou as estruturas do sistema missioneiro.


Logo depois veio o fim: com a intensa campanha difamatória que os Jesuítas sofreram a partir de meados do século XVIII, a Companhia de Jesus foi expulsa de terras portuguesas em 1759, e em 1767 a Espanha fez o mesmo. No ano seguinte todas as reduções foram esvaziadas, com a retirada final dos Jesuítas. Então suas terras foram apossadas pelos espanhóis e os índios foram subjugados ou dispersos.


Em 1983, o conjunto arquitetônico entrou para o Patrimônio da Humanidade. Hoje, a região se tornou uma das rotas turísticas mais atraentes no Rio Grande do Sul, sendo palco de filmes, novelas e eventos culturais.

Fonte: Wikipédia/ Brasil Escola/ Toda Matéria

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