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Por que viajar para Fernando de Noronha é tão caro?

Atualizado: 20 de dez. de 2021

Considerado um dos mais belos roteiros turísticos, o Arquipélago de Fernando de Noronha tem se tornado um dos destinos mais procurados e mais caros para se visitar no Brasil, veja o porquê!

 

Localizada a 545 km da capital pernambucana, Fernando de Noronha tem sido o destino de muitos viajantes brasileiros e internacionais. Seus pontos turísticos, seus corais, e sua beleza imprescindível atrai muitos turistas à região, o que aquece a economia e valoriza ainda mais esse paraíso brasileiro.


De acordo com a Administração de Fernando de Noronha, no ano de 2020, o arquipélago foi visitado por mais de 30 mil pessoas, uma diminuição de 68% em comparação com 2019, que recebera um pouco mais de 108 mil visitantes. Essa diminuição está diretamente ligada à pandemia do Covid-19, que atingiu principalmente o setor turístico. Além disso, dados do balanço turístico mostrou que a maioria dos visitantes advém de São Paulo, seguido por Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Morro do Pico, em Fernando de Noronha/ Pernambuco - Brasil
Morro do Pico: um dos lugares mais fotografados e visitados em Fernando de Noronha. Foto: divulgação/Eduardo Domingos

Mas afinal, quanto custa ir à Noronha?

Bom, para essa pergunta vamos levar em consideração quatro fatores, que são: passagens aéreas, hospedagem, alimentação e custos extras. A princípio, vale lembrar que Fernando de Noronha é uma ilha, o que influencia diretamente nos preços. A logística de comida, de combustível e suprimentos, está relacionada diretamente com a distância que a ilha fica do continente, o que acaba resultando em preços altos. A gasolina de Noronha, por exemplo, sempre foi considerada uma das mais caras do Brasil, justamente por conta da logística e transporte até a ilha, o que encarece também serviços de táxi, transfer, e aluguel de veículos.


Passagens aéreas

Fernando de Noronha possui um aeroporto que foi construído em 1934, mas que passou por modificações ao longo dos anos para suprir a demanda turística e logística da região. Hoje, ele é um dos poucos aeroportos comerciais que funcionam sem um torre de controle, sendo seu processo de aterrisagem e decolagem feitos de forma visual. Atualmente, existem duas operadoras aéreas que trabalham em Fernando de Noronha, a Gol e a Azul.


Os valores das passagens variam de acordo com a época do ano e as datas marcadas. Na alta temporada, que geralmente é fim de ano, férias e carnaval, os preços costumam estar um pouco inflacionados. Numa pequena simulação feita no Google voos (com saída de São Paulo), no fim de ano as passagens aéreas chegam a custar mais de R$4 mil, ficando entre R$3 mil a R$4 mil no período de férias (entre junho e julho), enquanto na baixa temporada é possível encontrar voos na faixa dos R$1,2 mil. Para quem sai de Recife, podemos encontrar passagens a partir de R$500. Devido à pandemia, os custos das passagens acabaram sofrendo reajustes, o que encareceu o translado até o arquipélago.


Hospedagem

Passar alguns dias hospedado em Noronha pode ficar bem salgado, principalmente pelo fato das diárias custarem acima do preço médio praticado no continente. Em plataformas tradicionais de consulta em hotéis, os preços variam de R$380 até R$1900 a diária para duas pessoas. No Airbnb, conseguimos encontrar boas oportunidades, como hostel e cama em dormitório compartilhado, ficando cerca de R$130 reais por pessoa. Há a opção de aluguel de casa e quarto individual na plataforma, os preços podem sair de R$280 chegando até R$860.


Fernando de Noronha - Patrimônio da Humanidade/UNESCO
Fernando de Noronha é considerado um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Foto: divulgação/Eduardo Domingos

Alimentação

Como já dito anteriormente, por se tratar de uma ilha consideravelmente distante do continente, os restaurantes em Fernando de Noronha possuem preços condizentes com a região, e que acabam atendendo todos os gostos. Segundo o site Tripadivisor, um prato para duas pessoas num restaurante conceituado na ilha fica em torno de R$150 - R$220. Já em restaurantes mais simples, mas que também atendem ao paladar do turista, os preços podem partir do R$50 chegando à casa dos R$120. Na ilha também há opções de supermercado, para quem preferir fazer a própria comida.


Custos extras

Além dos custos citados acima, que praticamente fazem parte de qualquer viagem, Fernando de Noronha possui custos extras, que são as taxas que devem ser pagas para visitar o local e o deslocamento do turista dentro da ilha.

  • Taxa de Preservação Ambiental: é uma taxa obrigatória, que pode ser emitida através do site https://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php, ou poderá ser paga quando chegar no aeroporto. O custo dessa taxa é R$79,20 por dia. Caso o turista fique 5 dias, por exemplo, deverá pagar R$389,68. No site acima possui a tabela completa com os dias e os valores respectivos;

  • Ingresso para o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: esse ingresso é para poder visitar e conhecer todos os atributos da fauna, flora e belezas naturais de Fernando de Noronha. O custo desse ingresso para brasileiros está em torno de R$165, para os demais, o ingresso sai por R$330. Mais informações podem ser verificadas no site https://www.parnanoronha.com.br/ingressos.

  • Transporte: a ilha possui um sistema de transporte público, que custa cerca de 5 reais. Porém, muitas das atrações ficam um pouco distante da rodovia, o que pode ser um impasse. Além disso, há a opção de aluguel de buggy para passeios, onde os preços podem variar de R$100 - R$200 por dia, e também haver a opção de aluguel de carros e táxi.


Para mais informações e atualizações sobre Fernando de Noronha, você poderá acessar através desse link: https://www.noronha.pe.gov.br/index.php.


 

Fonte: Site oficial do Arquipélago de Fernando de Noronha/ Wikipédia/ Site do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha/ Trivago/ Tripadivisor/ Google Voos.

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