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Petrópolis: a cidade de Pedro

Localizada na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Cidade Imperial (apelido dado à Petrópolis) encanta seus turista e moradores. Com mais de 300 mil habitantes, a cidade é considerada a mais segura do Rio de Janeiro, além de estar entre as dez mais seguras do país¹.


A história de Petrópolis começa antes do Império do Brasil. Até o século 18, a região era ocupada por índios coroados (denominação dada pelos portugueses pelo uso de coroas de plumas na cabeça), onde recebeu o apelido de "Sertão dos Índios Coroados". Após a descoberta do ouro em Minas Gerais, ocorreu a necessidade de ter um caminho que ligava a capital carioca até o ouro mineiro, conhecido como Caminho Novo, que passava por Petrópolis.


Em 1822, Dom Pedro I estava de passagem para Minas Gerais, se hospedou numa fazenda e ficou encantado com a região. Logo depois, o imperador comprou uma fazenda, com o intuito de construir um palácio, e a nomeou como Imperial Fazenda da Córrego Seco.

Anos depois de assumir o trono de seu pai através do famoso Golpe da Maioridade, Dom Pedro II assinou um decreto que determinava o assentamento e a construção de um palácio de verão na fazenda comprada pelo seu pai, surgindo assim o Palácio Imperial. O prédio foi construído no estilo neoclássico e é composto de várias salas e quartos. Hoje, funciona no local o Museu Imperial, que guarda um rico acervo histórico e material da família imperial.


A partir de então, durante o verão, a cidade tornava-se a capital do Império do Brasil. Durante todo tempo que Dom Pedro II governou (49 anos), permaneceu aproximadamente 40 verões em Petrópolis, ficando em média 5 meses por lá. Estima-se que a maioria dos representantes diplomáticos viviam em Petrópolis durante o Brasil Imperial, logo, dá para imaginar a importância da cidade na política nacional.




Em 29 de setembro de 1857, a localidade foi elevada à condição de cidade. Em 1861, foi inaugurada a primeira rodovia macadamizada (pavimentada com pedras) do Brasil, a Estrada União e Indústria, ligando a cidade a Juiz de Fora. Em 1883, a Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará (futuramente Estrada de Ferro Leopoldina) chegou à cidade por iniciativa do Barão de Mauá, sendo inaugurada por Dom Pedro II.


A república chegou!

Logo após o inicio da república, o Brasil vivia ainda um turbilhão político. Durante a Revolta da Armada, a cidade serviu de capital do Estado do Rio de Janeiro (entre 1894-1903), que na época, tivera Niterói como capital. Somente depois de 1975, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a capital como vemos hoje.

Em 1903, foi assinado, na cidade, o Tratado de Petrópolis. Esse tratado incorporava o Acre ao território nacional, que antes, pertencera à Bolívia, resultando num custo de 2 milhões de libras esterlinas (cerca de 14 milhões de reais a preços atuais), além de construir a Estrada de Ferro Madeiro-Mamoré para facilitar as trocas comerciais entres os dois países, porém que não atendeu completamente os anseios dos bolivianos.

Ao longo dos anos, Petrópolis foi perdendo esse "porto seguro" político. Todos presidentes do Brasil passaram por lá, mas, mais a passeio e descanso, do que, sede governamental. A exceção foi Getúlio Vargas, que durante o Estado Novo, ficou na cidade por alguns meses e foi no Palácio Quitandinha que ele assinou a declaração de guerra contra as potências do eixo, na Segunda Guerra Mundial.


O berço fúnebre de Dom Pedro II

Logo de imediato à Proclamação da República, a família real foi banida do Brasil. Dom Pedro II, junto de sua família (incluindo a Princesa Isabel) foram obrigados a deixar o Brasil e viver em exílio, sendo banidos do Brasil. Somente em 1920, durante o governo de Epitáfio Pessoa, que a lei foi revogada.

Durante o exílio, o imperador acabou falecendo na França, em um hotel, por complicações respiratórias. Seu corpo foi levado para o Panteão dos Bragança, onde fora enterrado reis, príncipes e membros da família Bragança, na qual Pedro pertencia.

Em 1921, o governo brasileiro, em comemoração ao Centenário de Independência, trouxe para o Brasil os restos mortais de Dom Pedro II e de sua esposa, Teresa Cristina, e os depositaram no interior da Catedral de Petrópolis. O Mausoléu Imperial, que é o local onde D. Pedro se encontra hoje, foi construído quase 20 anos depois.

Na década de 70, a Princesa Isabel e seu marido, Conde d'Eu, também foram sepultados no interior do mausoléu.


A Catedral de Petrópolis é uma igreja neogótica de cruz latina com transepto pouco pronunciado e três naves. A cabeceira possui um deambulatório conectado com a capela principal. A catedral mede em total 70 metros de comprimento e 22 metros de largura, com uma altura de 19 metros nas naves.

A fachada principal da igreja tem um portal com múltiplas arquivoltas em forma de arcos apontados. No lugar do tímpano há um Calvário (Cristo Crucificado, a Virgem e José de Arimateia), e na parte superior da fachada encontram-se estátuas dos quatro evangelistas (São Marcos, São Lucas, São João e São Mateus). Todas essas esculturas são de autoria de Adão Bordignon (c. 1935). A fachada contém também uma bela rosácea.

A torre, o elemento mais recente da igreja (década de 1960), se eleva a 70 metros do solo e contém um carrilhão de cinco sinos de bronze fundidos em Passau (Alemanha), pesando nove toneladas.

No interior, os espaços são divididos por arcos apontados tipicamente góticos. Do lado direito da entrada encontra-se o Mausoléu Imperial e do lado esquerdo o batistério, com a pia batismal da antiga matriz de Petrópolis (1848). O coro da igreja tem um altar-mor em pedra de lioz portuguesa. No deambulatório há uma enorme estátua do patrono da catedral e da monarquia, São Pedro de Alcântara, esculpida em mármore de Carrara pelo francês Jean Magrou (c. 1925). Os vitrais do deambulatório e da nave datam em sua maioria da década de 1930.

A catedral possui um importante órgão, fabricado no Rio de Janeiro e instalado em 1937 por Guilherme Berner e inaugurado por Antônio Silva.




Fonte: Wikipédia/Prefeitura de Petrópolis

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