• adm

Ouro Preto: uma mistura de história, arte e cultura

Antiga Vila Rica, a cidade de Ouro Preto é hoje uma das cidades mais visitadas no estado de Minas Gerais, e vamos lhe mostrar o porquê!


Carnaval de Ouro Preto
Igreja do Carmo com o Museu da Inconfidência ao fundo. Foto: Vinícius Barnabé

Ouro Preto é sem dúvidas umas das queridinhas de Minas e do Brasil. Situada a 98 km de Belo Horizonte (e a 140 km do Aeroporto de Confins), a capital do ouro no século 18 segue encantando turistas como nunca. Localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Ouro Preto foi fundada em 1711 por bandeirantes, resultado de uma união de arraiais. Atualmente, no município existem 11 distritos, que são: Amarantina, Antônio Pereira, Cachoeira do Campo, Engenheiro Correia, Glaura, Lavras Novas, Miguel Burnier, Santa Rita de Ouro Preto, Santo Antônio do Leite, Santo Antônio do Salto, São Bartolomeu e Rodrigo Silva, além da sede histórica.


Estima-se que, oficialmente, 800 toneladas de ouro foram enviadas à Europa no auge da produção aurífera, sem incluir o contrabando e a ornamentação de igrejas.

O município chegou a ser a cidade mais populosa da América Latina, contando com cerca de 40 mil pessoas em 1730 e, décadas após, 80 mil, mas é bom lembrar que a área de Vila Rica/Ouro Preto era muito maior, englobando as atuais Congonhas, Ouro Branco e Itabirito. Àquela época, a população de Nova York era de menos da metade desse número de habitantes e a população de São Paulo não ultrapassava 8 mil. A Cidade Histórica foi o primeiro sítio brasileiro considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, título que recebeu em 1980. Foi considerada patrimônio estadual em 1933 e monumento nacional em 1938.


Em 1823, após a Independência do Brasil, Vila Rica recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por dom Pedro I, tornando-se oficialmente capital da então província das Minas Gerais e passando a ser designada como Imperial Cidade de Ouro Preto. Em 1839, foi fundada a Escola de Farmácia, tida como a primeira escola de farmácia da América do Sul. Em 12 de outubro de 1876, a pedido de dom Pedro II, Claude Henri Gorceix fundou a Escola de Minas em Ouro Preto. Esta foi a primeira escola de estudos mineralógicos, geológicos e metalúrgicos do Brasil e, hoje, é uma das principais instituições de engenharia do país.


Berço do Barroco brasileiro


Quando se fala em Ouro Preto, não podemos deixar de citar um nome: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, um legítimo filho da cidade.

Escultor, entalhador e arquiteto, Aleijadinho tornou-se o principal nome da arte Barroca aqui no Brasil e na América Latina, visto que suas obras ainda são grandes destaques no turismo ouro-pretano.


Aleijadinho foi precursor de seu pai, Manoel Francisco Lisboa, que fora responsável pelas construções da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias (1727) e da Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1766), além do Palácio dos Governadores, que hoje abriga o Museu de Mineralogia, anexo à Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).


Igreja Nossa Senhora do Carmo

Palácio dos Governadores

Marília de Dirceu - obra e vida


Além da arquitetura, escultura e pintura, Ouro Preto também foi palco de poetas e dramaturgos.

A obra poética Marília de Dirceu, escrita pelo português Tomás Antônio Gonzaga, foi considerada uma pioneira no Arcadismo. Nascido em Portugal, Tomás, conhecido também pelo pseudônimo Dirceu, foi um dos participantes da Inconfidência Mineira. Ao lado de Cláudio Manoel da Costa, Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), entre outros, participou de um dos movimentos separatistas mais famosos durante o século XVIII, que combatia a cobrança da derrama e a autoridade portuguesa sobre a Vila Rica. O movimento acabou em traição, vários líderes foram presos, exilados, e o auferes Joaquim José da Silva, o Tiradentes, foi morto, esquartejado e exposto na praça da cidade, na qual recebe seu nome hoje. Tomás Antônio foi um dos que foram presos no Rio de Janeiro, sendo detido durante 3 anos na Ilha das Cobras. Em 1792, foi mandado para exílio em Moçambique.

Nesse mesmo ano, ele lança sua obra. Marília de Dirceu conta a história de seu amor por uma jovem moça, que conhecera quando ela tinha apenas 16 anos. Ao assumir a maior idade, ficam noivos, porém não chegam a ser casar por motivos da Inconfidência. Depois do exílio, Tomás Antônio Gonzaga nunca mais viu Marília, que acabou se reclusando numa fazenda da família.


Obra Marília de Dirceu, no Museu da Inconfidência

O teatro mais antigo do Brasil


Vila Rica na época do auge aurífero chegou a ser praticamente uma cidade emancipada e autônoma. Tudo que ali precisava, achava. Não é atoa que vários padrões começaram a ser adotados na vila, dentre uma delas, o teatro.

O Teatro Municipal de Ouro Preto, antiga Casa de Ópera, é o mais antigo teatro em funcionamento da América Latina. Foi construído em 1769 e inaugurado em 6 de junho de 1770. Durante o Barroco o teatro se tornou o principal lugar de festividade, além das apresentações de oratório e óperas. O Teatro de Ouro Preto foi marcante por ser um dos primeiros teatros a levarem mulheres aos palcos, coisa que para a época era quase impossível.


Teatro Municipal de Ouro Preto

Fontes: Wikipédia/Guia das Artes/Turismo Ouro Preto

81 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

pesquisa de hotéis